Ciclos do Bitcoin
Rastreie o halving, os indicadores on-chain e o melhor momento de acumulação com base em padrões históricos.
| # | Data | Preço no Halving | ATH do Ciclo | Dias até ATH | Multiplicador | Fundo Pós-ATH | Queda do ATH | Dias ATH→Fundo |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1º | 28 nov 2012 | $12,35 | $1.242 nov/13 | 516 dias | +100x | $152 jan/15 | −87% | 411 dias |
| 2º | 09 jul 2016 | $650 | $19.783 dez/17 | 526 dias | +30x | $3.122 dez/18 | −84% | 363 dias |
| 3º | 11 mai 2020 | $8.787 | $68.789 nov/21 | 546 dias | +7,8x | $15.760 nov/22 | −77% | 376 dias |
| 4º ● | 19 abr 2024 | $63.800 | $126.198 out/25 | 535 dias | +1,98x | Proj. out/26 | — | Proj. 383d |
Bitcoin é dinheiro digital sem dono. Ele foi descrito em outubro de 2008, num documento de nove páginas chamado "Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System", assinado pelo pseudônimo Satoshi Nakamoto, o famoso whitepaper. A proposta era simples e radical: permitir que pessoas enviem valor diretamente umas às outras pela internet, sem precisar de um banco ou de qualquer intermediário no meio.
No sistema financeiro tradicional, é uma instituição (banco ou governo) que mantém o registro de quem tem quanto e que decide o que é válido. O whitepaper resolve isso de outro jeito: o registro de todas as transações fica numa rede pública distribuída em milhares de computadores pelo mundo, e a validade é garantida por prova de trabalho (a mineração) e por criptografia, não pela confiança em uma autoridade central.
E essa regra inclui um limite que muda tudo: só existirão 21 milhões de bitcoins, jamais. Moedas tradicionais podem ser emitidas sem teto, e, quando se imprime muito, cada unidade tende a valer menos (inflação). O Bitcoin faz o oposto: a emissão é finita e vai ficando cada vez mais lenta com o tempo (é aqui que entram os halvings, no próximo tópico). Por ser escasso por desenho, e cada vez mais raro à medida que a emissão diminui, muita gente passou a tratá-lo como uma espécie de "ouro digital".
Curiosidade real: no primeiro bloco do Bitcoin, minerado em 3 de janeiro de 2009, Satoshi deixou gravada uma manchete de jornal sobre o resgate de bancos pelo governo, um recado claro sobre o problema que o Bitcoin queria resolver.
O Bitcoin é criado aos poucos: a cada novo "bloco" de transações confirmado (mais ou menos a cada 10 minutos), quem ajuda a manter a rede recebe uma quantidade de bitcoins novos como recompensa. O detalhe genial está na regra que controla essa criação.
A cada 210 mil blocos, o que dá aproximadamente 4 anos, essa recompensa é cortada pela metade. Isso é o halving ("divisão ao meio").
- No começo (2009), cada bloco gerava 50 BTC.
- 1º halving (2012): caiu para 25 BTC.
- 2º halving (2016): 12,5 BTC.
- 3º halving (2020): 6,25 BTC.
- 4º halving (2024): 3,125 BTC (onde estamos agora).
Ou seja: a torneira que cria bitcoins novos vai fechando, de forma programada e previsível, até a emissão chegar a zero (estimado por volta de 2140). É exatamente esse mecanismo que garante o teto de 21 milhões.
Historicamente, cada halving marcou o início de um novo ciclo de mercado: como a oferta nova de bitcoins despenca de uma vez, enquanto a demanda continua, os ciclos passados tenderam a mostrar fortes valorizações nos meses seguintes, seguidas de correções. É justamente esse padrão que as outras abas deste site acompanham. Importante: ciclos passados não garantem o futuro.
E como, na prática, a recompensa é entregue e por que ela diminui? Isso tem a ver com a mineração, que é o próximo tópico. ↓
Esquece a imagem de picareta e capacete. Minerar Bitcoin é, na prática, competir para validar transações e organizar o registro da rede, e quem vence ganha os bitcoins novos do bloco como recompensa.
Explicando de forma simples, sem termos técnicos:
Esse trabalho todo serve para uma coisa essencial: tornar praticamente impossível fraudar ou reescrever o histórico. Para "burlar" o registro, alguém precisaria de mais poder de computação do que a rede inteira somada, o que é inviável. É a segurança do Bitcoin "comprada" com energia e matemática, e não com a confiança num intermediário.
E é aqui que tudo se conecta com o halving: a recompensa que o minerador ganha vai diminuindo pela metade a cada halving (de 50 → 25 → 12,5 → 6,25 → 3,125 BTC…). Com o tempo, a parte criada "do nada" some, e os mineradores passam a ser remunerados cada vez mais pelas taxas das transações. É esse desenho que faz a emissão desacelerar e garante que jamais existirão mais de 21 milhões de bitcoins.